RESUMO
Orientação Sexual nos Parâmetro Curriculares Nacionais
Helena Altmann
Este texto é um resumo que faço do artigo acima citado. Trago os principais pontos que a autora aborda como forma de crítica aos PCNs, no que tange a orientação sexual.
Ela diz que nos PCNs, a sexualidade é abordada como um tema transversal, e que também faz parte do cotidiano da escola. Não é um tema novo e foi criado como transversal para serem trabalhados ao longo de todos os ciclos de escolarização.
Sobre o papel da escola diz que é de desenvolver ação crítica; reflexiva e educativa e que promova a saúde das crianças e dos adolescentes;
Os PCNs, orienta que a educação física seja um espaço privilegiado e propício para a aprendizagem de orientação sexual pela experiência do professor como aluno. Porém a autora não concorda nem eu concordo, pois como ela diz, porque tratar a temática na disciplina de educação física que nada tem a ver com o tema orientação sexual, e tão pouco que seus profissionais tem a ver também.
Penso, que sobre o tema orientação sexual na escola, deva ser abordado em todas as disciplinas do currículo de maneira inclusa nos conteúdos, mas que não só fique restrito a isso, que é o que geralmente ocorre, a escola deve promover eventos que envolva as crianças e os adolescentes, a família, etc. para que em conjunto possam aos poucos irem rompendo as barreiras que envolve a sexualidade.
Como começou a discutir esse tema nas escolas no Brasil?
Diz a autora que por aqui, a partir dos anos 20 e 30, o problema dos "desvios sexuais" deixam de ser percebidos como crime, para serem concedidos doenças. Então a escola passa a ser tida como espaço de intervenção preventiva da medicina higiênica, cuidar para produzir comportamentos normais. Outra crítica, ela faz a isto: pois diz que ao tratar sobre doenças, sua prevenção, não acentuando a relação com a morte, a escola integra-se ao serviço público de saúde, gerando atitudes de "autocuidado". E isso nada mais é do que uma intenção de autodisciplinamento da sexualidade das pessoas.
Na década de 60 e 70 a educação sexual formal na escola enfrenta fluxo e refluxo, ou seja, são discutidos e desenvolvidos projetos que deixam de existir em 1970 por conta de Comissão Nacional de moral e Civismo, que dá parecer contrário a outro projeto de 1968 que propunha a inclusão obrigatória de Educação Sexual na escola. Contudo, a partir de 1970, a família volta a ser considerada a principal responsável pela educação sexual das crianças. Mas a escola podendo inserir educação sexual em programas de saúde.
Concluímos nossa síntese compreendendo que a educação sexual nas escolas está vinculado as questões de saúde por conta dos epidemias de doenças transmissíveis desde muito tempo.Se antes era a sífilis como a autora abordou, agora é a AIDS, e a gravidez. Não digo que a escola não deva abordar para prevenir essas consequências do sexo sem proteção, mas que a Orientação Sexual na escola e também na família deva ir muito além, a palavra certa seria na minha concepção, CONSCIÊNCIA.
E tal consciência deve abranger as famílias também, pois em muitas situações a escola amedronta-se na reação das famílias que não aceitarem que seus filhos aprendam assuntos relacionados a sexualidade. Então terminam deixando de lado conteúdos importantes para a formação do educando.